Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta No_Poet. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta No_Poet. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Vaticinio


Dir-me-ão: "Morreu!"
e ficarão á espera...
Abutres querendo alimento
das lágrimas e dores alheias.
E quando não me virem chorar
vociferarão não sei que criticas
em todos os tons de censura.
Não compreenderão então
como nunca compreenderam
que tu me morreste no dia
em que olhei os teus olhos
e eles não me reconheceram

Anna Z. Camarra

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Não te quero amar (porque eu sei)

Não te quero amar
Porque eu sei que a paixão se esfuma
deixando apenas as suas ruinas.
Porque eu sei que o desejo se esvai
e dele somente sobra o vazio.
Porque eu sei que o amor morre
e em seu lugar não fica nada.
È porque eu sei que tudo termina
que te chamo apenas amigo.
Entende: é por te amar tanto
que eu não te quero amar.
Anna Camarra

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Escuta-me

Escuta-me: eu não te amo!
Como não amo do sol o calor
ou o ofuscante brilho.

(mas sem ele como me aqueceria?)

Escuta-me: eu não te amo!
como não amo da lua a prateada luz
ou das estrelas a eterea beleza.

(mas sem elas como sonharia?)

Escuta-me: eu não te amo!
Como não amo das flores o perfume
ou do vento a liberdade.

(mas sem eles como respiraria?)

Escuta-me: eu não te amo!
como não amo da musica a melodia
ou do poema a fantasia

(mas sem eles como cantaria?)

Escuta-me: eu não te amo!
Acredita-me sempre que o repito
Meu amor, eu não te amo!

(Mas sem ti como sobreviveria?)
Ana Camarra

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Desisto

Primeiro tentei esconder-me
mas se houve formas de o fazer
eu nunca as tinha aprendido.
Depois procurei nega-lo
mas se houve palavras para tal
há muito que eu as tinha esquecido.
Agora desisti de me esconder e negar.
Este é o tempo de o reconhecer
de me aceitar e de te dizer:
Posso nunca te ter tido
mas tenho medo de te perder.
Anna Camarra

Agora


Agora que o silencio se reinstalou
e não encontro a tua voz na noite;
Agora que estendo as mãos cegas
e não toco os dedos de ternura feitos;
Agora que procuro o ombro onde me abrigas
e não encontro senão vazio e sombras;
Agora que de ti só me resta
pungente e delicada a saudade;
Agora que cumpriste o teu destino
e a alma me diz que partiste;
Agora que a noite é só escuridão
e os perfumes de ti já não pairam
encosto a minha coragem ao muro
e finalmente solto este grito que prendia:
"Não me oiças: Fica!"
(Ana - No_Poet)