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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Há algum tempo atrás, um homem castigou a sua filhinha de 3 anos por desperdiçar um rolo de papel de presente dourado. O dinheiro era pouco naqueles dias, razão pela qual o homem ficou furioso, ao ver a menina a embrulhar uma caixinha com aquele papel dourado e a colocá-la debaixo da árvore de Natal. Apesar de tudo, na manhã seguinte, a menina levou o presente ao seu pai e disse:
"Isto é para ti, Papá!"
Ele sentiu-se envergonhado da sua furiosa reacção, mas voltou a "explodir" quando viu que a caixa estava vazia. Gritou e disse:
"Tu não sabes que quando se dá um presente a alguém, coloca-se alguma coisa dentro da caixa?"
A menina olhou para cima, com lágrimas nos olhos, e disse:
Oh Papá, não está vazia. Eu soprei beijinhos para dentro da caixa. Todos para ti, Papá!"
O pai quase morreu de vergonha, abraçou a menina e suplicou-lhe que o perdoasse.
Dizem que o homem guardou a caixa dourada, ao lado da sua cama, e por anos e anos, sempre que se sentia triste, chateado, deprimido, pegava na caixa e tirava um beijo imaginário, recordando o amor que a sua filha tinha colocado.
De uma forma simples, mas sensível,cada um de nós tem recebido uma caixinha dourada, cheia de amor incondicional e beijos dos nossos pais, filhos, irmãos e amigos...
Ninguém tem uma propriedade ou posse mais bonita que esta.
Toma, aqui te mando também, uma caixinha de beijos para ti.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O Rei e a Frase

Conta a velha lenda que um rei muito poderoso ao enfrentar um outro rei tão poderoso quanto ele, quase perdeu tudo.
Foram anos de batalhas onde muitos soldados perderam a vida, e muito ouro foi consumido. A guerra só acabou com a morte do rei inimigo, mas custou muito caro ao vencedor, que sentiu o peso da miséria na sua própria vida. Foram necessários alguns anos para que o rei conseguisse de novo acumular fortuna, com muito trabalho nos campos e a conquista de outros lugares.
Assim, meditando na sorte e no azar, na riqueza e na pobreza, o rei chamou seus sábios consultores e pediu que eles definissem em uma única frase esses dois momentos tão opostos…
…e que desse força para que ele superasse a falta de recursos, os problemas e dificuldades, e quando na riqueza não esquecesse dos mais pobres, das dificuldades do povo que ele comandava.
Essa frase vencedora, daria honras e glórias ao seu criador e seria escrita na bandeira daquele reino, e seria inserida no brasão real do rei, por isso os gênios de todos os cantos mandavam sugestões, enviando frases que mais pareciam histórias.
Um dia, o rei em um dos seus passeios pelos arredores do seu reinado teve sede e parou perto de um casebre na estrada e um dos seus soldados bateu palmas.
Um senhor bem sorridente o atendeu e logo trouxe água para o rei em uma caneca simples mas muito limpa, o que impressionou o rei, que também ficou impressionado com a pureza e o frescor da água.
Curioso, o rei desceu e resolveu entrar no casebre e se surpreendeu com a paz do ambiente, com a limpeza e as pequenas flores em cada canto daquele cômodo humilde.
O rei então perguntou ao camponês como ele conseguia ser feliz naquele lugar tão longe de tudo e vivendo em tamanha simplicidade.
O camponês contou que no passado tivera bens e posses, era alfaiate e tinha uma grande freguesia, chegou a ter muito dinheiro, mas perdeu tudo com o ataque de um rei muito poderoso naquela região e ele teve que mendigar pelas ruas para comer .
Andou muito, conheceu muitas vidas e muitas realidades, até encontrar esse lugar que hoje ele chama de "pedacinho do céu", e mostrou ao rei uma tabuleta onde ele mandou gravar a frase da sua vida, para que ele se lembrasse sempre, na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, na
pobreza ou na riqueza que ele podia superar tudo, desde que se lembrasse dessa verdade
escrita na tabuleta.
Lá estava a frase que o rei tanto buscava, lá estava escrito em apenas uma linha toda a filosofia que seus sábios não souberam explicar, lá estava escrito: "Tudo passa!"
E agora eu te ofereço essa tabuleta, leve-a com você por onde for, na certeza de que esse momento que você vive, seja ele de muita alegria ou de dor..
…vai passar e você deverá seguir em frente, sem olhar para trás, rumo a felicidade, na conquista
do seu "pedacinho de céu", porque tudo passa, mas você é eterno.


Paulo R.Gaefeke, Recebi por mail

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A Arte de Viver Junto

Conta uma lenda dos índios sioux que, certa vez, Touro Bravo e Nuvem azul chegaram de mãos dadas à tenda do velho feiticeiro da tribo e pediram:
- Nos nos amamos e vamos nos casar. Mas nos amamos tanto que queremos um conselho que nos garanta ficar sempre juntos, que nos assegure estar um ao lado do outro até a morte. Há algo que possamos fazer?
E o velho, emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:
- Há o que possa ser feito, ainda que sejam tarefas muito difíceis. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte da aldeia apenas com uma rede, caçar o falcão mais vigoroso e trazê-lo aqui, com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono; lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com uma rede deverás apanhá-la, trazendo-a para mim viva!
Os jovens se abraçaram com ternura e logo partiram para cumprir a missão.
No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves.
O velho tirou-as dos sacos e constatou que eram verdadeiramente formosos exemplares dos animais que ele tinha pedido.
-E agora, o que faremos? Os jovens perguntaram.
-Peguem as aves e amarrem uma à outra pelos pés com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas para que voem livres.
Eles fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros. A águia e o falcão tentaram voar, mas conseguiram apenas saltar pelo terreno.
Minutos depois, irritadas pela impossibilidade do vôo, as aves arremessaram-se uma contra a outra, bicando-se até se machucar.
Então o velho disse:
-Jamais esqueçam o que estão vendo, esse é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão. Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se como também, cedo ou tarde, começarão a machucar um ao outro.
Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos, mas jamais amarrados.
Libere a pessoa que você ama para que ela possa voar com as próprias asas.

Essa é uma verdade no casamento e também nas relações familiares, de amizades e profissionais.
Respeite o direito das pessoas de voar rumo ao sonho delas.

A lição principal é saber que somente livres as pessoas são capazes de amar.


(Desconheço o Autor, recebi por mail)

domingo, 12 de abril de 2009

A Santa Ceia

Diz uma lenda referente à pintura da Santa Ceia, ou “Última Ceia de Jesus com seus Apóstolos”:
Ao conceber este quadro, Leonardo da Vinci deparou-se com uma grande dificuldade:
precisava pintar o bem - na imagem de Jesus, e o mal - na figura de Judas, o amigo que resolvera traí-lo durante o jantar.
Interrompeu o trabalho no meio, até que conseguisse encontrar os modelos ideais.
Certo dia, enquanto assistia a um coral, viu em um dos rapazes a imagem perfeita de Cristo.
Convidou-o para o seu ateliê, e reproduziu seus traços em estudos e esboços.
Passaram-se três anos.
A “Última Ceia” estava quase pronta, mas Da Vinci ainda não havia encontrado o modelo ideal de Judas.
O cardeal, responsável pela igreja, começou a pressioná-lo, exigindo que terminasse logo o mural.
Depois de muitos dias procurando, o pintor finalmente encontrou um jovem prematuramente envelhecido, bêbado, esfarrapado, atirado na sarjeta. Imediatamente, pediu aos seus assistentes que o levassem até a igreja.
Da Vinci copiava as linhas da impiedade, do pecado, do egoísmo, tão bem delineadas na face do mendigo, que mal conseguia parar em pé.
Quando terminou, o jovem - já um pouco refeito da bebedeira – abriu os olhos e notou a pintura à sua frente. E disse, numa mistura de espanto e tristeza:
- Eu já vi esse quadro antes!
- Quando? Perguntou, surpreso, Da Vinci.
Há três anos atrás, antes de eu perder tudo o que tinha, numa época em que eu cantava num coro, tinha uma vida cheia de sonhos e o artista me convidou para posar como modelo para a face de Jesus.

“O Bem e o Mal têm a mesma face; tudo depende apenas da época em que cruzam o caminho de cada ser humano”.
(Desconheço o autor - Recebi por mail)

domingo, 29 de junho de 2008

Lenda Japonesa

Segundo uma lenda milenar, havia no Japão uma espécie de pássaro muito especial, que se chamava Hyoku. Os antigos guardavam sua história como uma verdadeira lição para os homens de qualquer época. Segundo a lenda, o Hyoku era um pássaro que nascia com uma só asa. Assim, desde o instante de seu nascimento, ele buscava encontrar sua outra metade, para completar-se e se realizar como pássaro: VOAR. Enquanto não encontrasse sua outra metade, ele não seria efectivamente um pássaro, mas meio. A lenda de Hyoku traz uma profunda lição para nós humanos: Um ser só é completo quando é a metade de alguém. Pena que, ao contrário do Hyoku, muitas pessoas, ao invés de buscar a metade que as realize, acabam na ilusão do poder, do egoísmo, do egocentrismo, reduzindo sua vida ao meio. Algumas vezes, achamos que finalmente, encontramos nossa outra "asa"... Mas, como na lenda de ícaro, esta outra asa, com o passar do tempo, não consegue mais alcançar voos tão altos quantos os nossos, ou ao primeiro sinal de algum contratempo, solta suas penas... e gruda em nós... E isto faz com que, arrastemos esta asa, mas, não voamos mais com ela... Quando finalmente chegamos à conclusão que esta asa nos prende ao chão, nos separamos, e vamos procurar outra asa, e outra asa, e outra asa, e os dias se vão... Mas... Não podemos desistir de procurar nossa felicidade, mesmo que, para isto tenhamos de estar sempre recomeçando...
Bom recomeço!...
(autor desconhecido)

domingo, 22 de junho de 2008

Lenda Árabe

Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e, em determinado ponto da viagem, discutiram e um deu uma bofetada no outro.
- O outro, ofendido, sem nada poder fazer, escreveu na areia:
-HOJE O MEU MELHOR AMIGO DEU-ME UMA BOFETADA NO ROSTO.
Seguiram adiante e chegaram a um oásis onde resolveram banhar-se. O que havia sido esbofeteado e magoado começou a afogar-se, sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se, pegou um canivete e escreveu numa pedra:
-HOJE O MEU MELHOR AMIGO SALVOU-ME A VIDA.
Intrigado, o amigo perguntou:
-PORQUE É QUE, DEPOIS DE EU TER-TE MAGOADO, ESCREVESTE NA AREIA E AGORA, ESCREVES NA PEDRA?
-Sorrindo, o outro amigo respondeu:
-QUANDO UM GRANDE AMIGO NOS OFENDE, DEVEMOS ESCREVER ONDE O VENTO DO ESQUECIMENTO E O PERDAO SE ENCARREGUEM DE DESTRUIR E APAGAR A LEMBRANÇA. POR OUTRO LADO, QUANDO NOS ACONTECE ALGO DE GRANDIOSO, DEVEMOS GRAVAR ISSO NA PEDRA DA MEMORIA E DO CORAÇAO ONDE VENTO NENHUM EM TODO O MUNDO PUDERÁ SEQUER APAGÁ-LO.
(autor desconhecido)