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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Dia dos Amigos



O meu lema, é que Dia dos amigos, são todos os dias! 
Porque temos que inventar dias para lembrar aqueles que amamos, e que deviamos honrar todos os dias?
Dia dos Irmãos, dos primos, dos  pais , dos avós, dos namorados do amor dia de tudo, será que precisamos mesmo de ter estes dias? Será que o simples fato de amar, não serve para o demontrar, nesse dia, como num outro dia qualquer.
E neste dia que não é dia de nada, mas é o dia em que sinto que não estive só.
É neste dia em que lembro, que passaram 10 meses do pior dia da minha vida, e dos mais revoltados e angustiantes, desde esse dia, obrigado a todos os que me deram a mão, um abraço apertado, um sorriso, aqueles que apesar de saber da dor, desespero, angústia e revolta destes meses, me puxaram do fundo do poço, e me fizeram rir.
Ao fim destes meses, em que começa a chegar a aceitação do que não posso mudar e a saudade, áh essa saudade que chega que nem tempestade de verão.
Obrigado por me lembrarem, que não precisamos de dias para nos amarmos e para demonstrar esse amor aqueles que amamos.

sábado, 30 de junho de 2018

30 Setembro 2017



Um dia de sol, lindo, brilhante, nem uma nuvem perturba esta paz, esta luminosidade de um céu tão azul, tão calmo.
Nem uma brisa sopra, hoje o vento ficou em casa, e tu? Tu irradias felicidade, porque um dia sem vento era para ti motivo de felicidade, uma alegria imensa de poder pedalar sem o vento a atrapalhar, e esse teu sorriso malandro irradiava felicidade.
Equipas—te a rigor, sempre! Fato de ciclista, óculos, capacete, tênis próprios, porque eras assim mesmo, ou fazias bem feito, ou simplesmente não fazias.
E naquele lindo dia lá foste na actividade de que mais gostavas.
A pedalar, permitias que todas as loucuras da vida e do dia a dia se perdessem naquelas estradas.
A pedalar voltavas solto, arejado, descontraído, com um brilho e uma paz inigualável.
Mas...
Mas hoje neste dia que tudo tinha de belo, tu não voltaste.
Hoje no mais lindo dia de sol de Setembro, o teu coração traiu—te e não voltaste, foste a pedalar em direção ao sol, ao infinito, ao paraíso, foste terminar a tua viagem numa estrada sem fim, ladeada de malmequeres, no teu paraíso.
Hoje no dia mais lindo de Setembro e o dia mais triste das nossas vidas, o teu coração sucumbiu.
Hoje neste lindo dia, sabe—se lá porquê, sem explicação, tu foste no teu passeio matinal e não voltaste.
No dia mais lindo de Setembro, no mais perfeito dia de outono, na berma daquela estrada, a tua vida terminou, sei lá porquê.
Porque tinha que ser?
Sei lá....
Será que existe explicação?
Sei lá...

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Emoções


O destino, ou lá o que lhe queiram chamar, o que eu chamo de grande mistério da vida. levou-te a dar uma volta de bicicleta e não te trouxe mais.
Vivemos numa correria, sem imaginar que o amanhã não existe e que é no hoje, no agora, que o mais importante é demonstrar o amor, o carinho, a raiva  a dor  a mágoa que fica entalada na garganta,  o pedido de desculpas, que por vezes fica perdido no tempo, porque sempre achamos que temos mais tempo.
É hoje, é agora! Resolver as decepções,  falar das mágoas, porque um dia, acordas como noutro dia qualquer e dali a cinco minutos não estás mais. Não tens mais a hipótese de dizer mais nada de fazer mais nada, e só ficam as memórias, as lembranças, e vivemos mais um pouco em cada emoção, em cada recordação que por vezes vem não se sabe de onde, em todos os dias e comemomerações em que estarias presente e já não estás, a lembrança de ti, a tua recordação sempre estará presente.
No rádio, ouve—se uma melodia simples e deliciosa, que por sinal adoro.
E lembro...
Entranha—se em mim toda esta melodia, e da tristeza dos últimos meses, solta—se uma lagrima, e mais uma, até que um rio delas lavam o meu rosto.
Dias de angústia, revolta e tristeza, se traduzem num sorriso.
Afinal, no fim de tudo.
No fim da vida e do seu mistério, é isto que importa, os momentos bons em que estiveste aqui e as emoções que vivi, por te ter tido na minha vida.
O resto, não importa.


segunda-feira, 28 de maio de 2018

Depois de ti




É quando tudo ainda parece um pesadelo, quando a dor é tanta que parece que todo o meu corpo vai explodir, a cabeça fica completamente oca e o coração completamente vazio.
Quando as noites são enormes e uns monstros que acordam dentro de mim e não me deixam pregar olho.
São assim os dias de quando a vida nos prega uma rasteira gigante, é assim que sentimos que o que apregoamos, mas nunca acreditamos que nos  vai acontecer, e isto que se passa quando tudo acaba no momento seguinte, é assim que descobri que o amanhã não existe mesmo.
Tem momentos em que me magoou com pensamentos sem volta, com atitudes sem retorno.
Tem momentos em que me mato a chorar porque as lágrimas caem sem pedir licença, a raiva, o ódio, em que tudo é tão passageiro, tão efêmero, tão fugaz, que a vida além de uma passagem, é algo que não controlamos, e sobretudo que nada é garantido, e quando temos a perfeita noção de que é assim, sentimos—nos inúteis, sem o poder de controlar, porque fazemos tudo correcto, alimentamo—nos bem, fazemos desporto, aproveitamos o tempo livre para  fazer algo que nos dá prazer e nos faz esquecer as loucuras desta vida corrida a que nos obrigamos diariamente, traços da sociedade, ou de nós mesmos, nesta ânsia de viver.
Momentos de uma raiva imensa, será que é mesmo Deus? Destino? Ou apenas e simplesmente um mistério, o maior mistério da humanidade.
E depois..., no meio de tanta dor, tanta dúvida, vem a raiva! A raiva de mim mesma do que disse, do que ficou por dizer, de achar que amanhã concerto, peço desculpa, volto a dizer que amo.
Amanhã direi!
A raiva de ti, que foste assim, sem um até já, sem nunca dizer o que sentias, sem nunca falar o que te magoava, por vezes numa dor só tua, naquela em que te fechavas em ti e não deixavas nada nem ninguém entrar nesse teu mundo solitáio.
Mas neste mistério imenso a que se chama viver, por vezes, a surpresa de um destino que não controlamos, e o mistério este mistério, que faz tudo acabar de um momento para o outro.
Não há mais tempo! Não há mais volta, apenas a raiva pelo que achamos ser injusto, afinal só sentimos isso, porque não sabemos, não sabemos que mistério é este a que chamamos viver.
Não sabemos que hoje pode ser o último olhar, não sabemos que o amanhã, já não vai existir para dizer mais nada, para pedir desculpa, para expressar, tudo o que não conseguimos, tudo de que tivemos medo de dizer, de sentir, de ferir e magoar, porque iríamos parecer ridículos, como se amar e expressar esse amor, fosse algo vergonhoso, poque depois diremos, depois...
E agora?
Já não há depois!
O amanhã não chegou para ti.
E isso transformou o nosso amanhã em nada. Agora apenas lembraças, saudades, e uma tentativa dolorosa para esquecer as mágoas.
Não há mais volta a dar.
Agora já não tem mais concerto.
O Fim chegou para ti, para nós.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Será saudade?


6:30 da manhã, ainda não sei se estou acordada se estou a dormir. Sei que estou naquele limbo, onde por vezes ao acordar não sei onde estou.
Ouço a porta da rua a fechar, e por segundos a minha mente me prega uma partida, já saiu, tenho que me levantar.
E de repente, dou um salto na cama, as lágrimas começam a correr desalmadamente pelo meu rosto, não, não saiu, foi um sonho, imaginação desta minha mente perturbada.
Ele não saiu, a porta não abriu, é o teu cérebro a reviver 30 anos de emoções, de sentidos, que parece que vão continuar por muito tempo.
Ele não saiu, não saiu, porque simplesmente não está mais aqui.
Como posso por vezes ter esta sensação de que nada mudou, de que toda a rotina do dia a dia contínua, os sons ao se arrumar para ir trabalhar, o resmungar por alguma coisa que não corre como queria.
Como?
Como posso por minutos reviver tudo, como se nada tivesse mudado, como se ainda estivesse aqui.
E depois....
Ah depois, vem aquela dor lancinante no peito, aquele vazio que teima em ficar.
Fecho os olhos, já desperta, e a voz da outra que vive na minha cabeça sussurra, é a tua imaginação Fatinha, é o teu cérebro a pregar—te mais uma partida.
Ele já foi! Ele se foi para sempre.

domingo, 31 de dezembro de 2017

Aprender a ter Tempo - Feliz 2018




Mais um ano a chegar, e a renovação de felicidades propagam se por todos os lados. O desejo de tudo melhorar, a renovação da esperança invade-nos, mas esquecemo-nos que isso pode ser feito diariamente, que todos os dias, existe meia noite, e todas as hipoteses de um novo recomeço.
Mas mesmo assim, resolvi deixar a minha mensagem, até porque as rasteiras da vida nos fazem pensar muito, no meu caso que sou uma pensadora de natureza, ainda mais.
Eu venho aqui desejar-vos para o ano de 2018 TEMPO.
Tempo para aquele jantar de amigos, à tanto falado e nunca feito.
Tempo para o café com aquela amiga, só para dizer parvoíces e rir de coisa nenhuma.
Tempo para ir ao cinema, ir passear na praia, ler um livro sentada no sofá, sem que  mais nada importe.
Tempo para brincar com os filhos, com os amigos, lembrar de ser criança, lambuzar naquele doce preferido, chapinhar na poça de água, saltar à corda, jogar à macaca, sair fantasiado de super herói.
Tempo para estar com os pais.
Tempo para se emocionar e dizer aos outros, Gosto de Ti.
Tempo para viver essas coisas pequenas, mas aquelas que os outros vão recordar, porque o melhor que temos é aquele tempo que damos aos outros, e o que nos damos a nós mesmos.
Façam com que "não tenho tempo" não seja uma desculpa.
Aprendi neste final de ano que nada é garantido, que no minuto seguinte tudo se acaba, que sais para a tua rotina matinal e não voltas mais e já nada podes fazer ou dizer, todas as coisas perdem o sentido, o não ter tempo , perde todo o significado.
Porque simplesmente às vezes somos os outros.
Que 2018 vos traga Tempo para todas as pequenas coisas, porque sempre arranjamos tempo para ir a um funeral, mas nunca temos tempo para celebrar as pequenas dádivas da vida.
Beijos.