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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Família.


Hoje não é dia do pai, nem dia da mãe, nem dia dos irmãos, dos primos, dos tios dos avós, e muito menos dia dos amigos.
Dias que a nossa sociedade inventou para nos lembrarmos daqueles que estão todos os dias ao nosso lado e não temos uma palavra de carinho, um abraço vindo do nada. 
Precisamos mesmo que que a sociedade do lucro e do comercio desmedido, nos lembre que temos alguém que merece ser lembrado todos os dias?
Hoje também não é o aniversário de nenhum de nós, é simplesmente mais um dia normal, mais um dia em que temos de viver da melhor maneira que sabemos e podemos. Mas porque não aproveitar os momentos em que estamos juntos, simplesmente para celebrarmos esse momento, o momento em que estamos juntos e somos a família que escolhemos.
Porque não fazer desses dias, todos os dias e de transformá-los em dia dos abraços, da família, dos irmãos.
Hoje vamos simplesmente comemorar o facto de estarmos juntos e estarmos vivos.

Porque amanhã... bem o amanhã ainda não existe.

Amar


-Temos medo de falar demais, ou dizer algo errado.
-E a verdade é que a única coisa errada que podemos dizer é não dizer absolutamente nada.

(Shonda Rhimes in Grey´S Anatomy)

Já passou um ano.
Um ano de tortura, angustia, revolta, de sentimentos controversos de saudades e lembranças, que escrevo para ver se alivia esta minha dor.
Um ano ...
Um ano em que ainda te sinto, em que o primeiro pensamento ao acordar ainda és tu. em que preciso recordar que foi verdade.
Ás vezes penso que preciso parar de escrever a minha dor, a minha saudade, de escrever a lembrança que guardo de ti, que preciso simplesmente parar.
Porque ás vezes tenho a sensação que isto não vai acabar nunca, que este vazio, estar dor que sufoca o peito, não vai parar nunca.
O tempo é o melhor remédio, dizem, o tempo, diz-me a razão vai fazer tudo melhorar, mas este ano, um ano, só me faz lembrar-te mais, o tempo só me faz tomar a cada dia mais consciência de que nunca mais te vou ver.
E esse tempo só parece, que fez a dor da tua ausência aumentar e a cada dia ficar mais real.
Ás vezes tenho medo, medo porque penso que me ando a alimentar desta dor, que preciso dela para continuar, para ter um alimento, para te ter comigo um pouco mais.
E assim, as drogas que tomo para a minha cabeça se organizar, nunca vão fazer efeito, tenho medo de uma parte de mim ter ido contigo e de eu não ter mais concerto. E aí rio e invento coisas para me distrair, para me abstrair da dor que ainda me consome.
Preciso parar de querer ter-te comigo, preciso parar de te lembrar, preciso parar de alimentar-me deste sofrimento, deste querer da tua presença nem que seja em pensamento.
Preciso parar de te pensar, de te deixar ir.
Preciso aprender a dizer-te adeus...

Ser feliz é aproveitar todos os momentos que podes.
Viver todos aqueles em que estamos em sintonia com o universo e junto daqueles que gostamos, nem que sejam apenas instantes.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Outono


Triste é o outono para aquele que não sabe se divertir.
(Céline Blondeau)

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Lembrança.



A nossa vida é uma correria constante.
Sabemos que tudo pode acabar num segundo, mas vivemos como se fosse para sempre.
O para sempre pode acabar a qualquer momento, então para quê esperar o aniversário, o Natal.
Para quê esperar dias especiais para oferecer uma lembrança, um carinho, para quê esperar...
Todos os dias são um bom dia para dizer gosto de ti.
Todos os dias são dias de mostrarmos o quanto gostamos de alguém, e são esses momentos, esses escassos minutos da nossa vida que nos torna eternos nas vidas daqueles que tocamos.
Sejamos felizes todos os dias um bocadinho e todos os dias tiremos um bocadinho do nosso tempo para fazer alguém feliz.

domingo, 30 de setembro de 2018


- O que acontece se ela morrer?
- Falamos disso quando acontecer.
Mas... se ela morrer, vais sentir muitas coisas.
- Primeiro vais sentir que podias ter feito mais para a ajudar, mas não é verdade! Fizeste tudo o que podias!
Não vai parecer, mas lembra - te disto:
- Fizeste tudo o que podias, e vai doer sempre que pensares nela, mas ao longo dos anos vai doer menos, e menos, e eventualmente, vais lembrar dela e só vai doer um bocadinho....

(Shonda Rhimes, in Grey's Anatomy.)